Cinema: Arte ou Indústria?
Salve galera. A partir de hoje estarei colaborando periodicamente aqui no blog para falar sobre um assunto que todo mundo gosta: cinema. Está pra nascer um cidadão que não se sinta bem vendo um filme, seja na telona ou na telinha. Alguns fazem disso até profissão (meu caso), outros vêem apenas por lazer.
Mas desde os tempos de menino até o dia que passei a tratar disso “profissionalmente”, talvez a discussão que eu mais tenha ouvido sobre o assunto é a seguinte: afinal, cinema é arte, mero entretenimento ou indústria?

Há quem não goste de assistir um bom filme no cinema?
Conheço fanáticos por todas as opções. No meio acadêmico, e em algumas rodas alternativas, grande parte dos estudiosos trata o cinema como arte. E por arte entendem que ele deve ser repleto de simbologias, engajado politicamente, inovador nos aspectos estéticos, crítico e, sobretudo, conceitualmente mais importante do que a opinião do público ou o sucesso nas bilheterias.
Aqueles que vêem o cinema como entretenimento, acredito, fazem parte da maioria. Para eles a experiência de ver um filme pode ser encarada como lazer, diversão, uma opção para espairecer a cabeça, assistir uma boa história, se emocionar ou dar algumas risadas.
E por último, aqueles que vêem o cinema como uma indústria. Em geral são os produtores, empresários e pessoas envolvidas mais diretamente com a experiência de “fazer” filmes. São eles que captam os recursos, que investem dinheiro nas produções e, é claro, esperam um retorno financeiro disso. Afinal, ninguém tem a mínima obrigação de fazer as coisas gratuitamente.
Afinal, quem está com a razão? Todos. E nenhum. Se não existissem aqueles que pensam comercialmente a coisa, que colocam a sua paixão no fato de ganhar dinheiro e não no resultado final dos filmes, pode ter certeza que muitas das obras mais conceituais que estão por aí sequer existiriam.
Um exemplo: digamos que um produtor invista US$ 100 milhões num filme estilo pipoca. Se ele arrecadar, por exemplo, US$ 450 milhões, sobrará ainda outros US$ 350 milhões. Com uma grana dessa dá pra fazer, por exemplo, mais 3 filmes-pipoca, de US$ 100 milhões cada um, e ainda de quebra investir em outros cinco filmes menos comerciais, de US$ 10 milhões cada.
Agora pense na situação contrária. Imagine o cinema pensado apenas como arte. Se alguém investisse US$ 100 milhões em um filme que não tivesse obrigação nenhuma de atrair o público? Seu retorno, com certeza, seria baixo e o filme talvez mal se pagasse. E sem lucro, nem filme-pipoca nem cinema de arte teriam continuidade. Ou seja, negar um ou outro – como muitos fazem – não só não é uma atitude lógica, como também é um verdadeiro tiro no pé.
Particularmente gosto de filmes que consigam equilibrar as duas coisas. Um exemplo recente: Homem de Ferro. Além de ser um filme-pipoca de primeira linha (tem ótimos efeitos especiais, bom humor, cenas de ação, apelo popular) consegue ser um filme inteligente, passando uma mensagem anti-bélica e criticando a política do presidente americano da época (Bush).

Homem de Ferro consegue aliar arte e retorno financeiro
Se por um lado o entretenimento pelo entretenimento cai no esquecimento algumas horas depois que a sessão acaba, por outro lado alguns ótimos conceitos e belas reflexões acabam nunca chegando ao seu público ou, quando chegam, são tão sutis que passam até mesmo despercebidas.
Como gosto de tudo de cinema e vejo muito, mas muitos filmes, é normal eu ouvir alguém dizer que determinado filme, claramente acima da média, mas de difícil compreensão, é péssimo. Por outro lado já ouvi gente dizer que “Vin Diesel é o cara” e os filmes dele são as melhores coisas que já vi.
E você o que pensa disso? É só uma questão de gosto ou cinema deve ter uma forma própria, seja comercial ou autoral? Qual é o estilo de cinema que mais lhe agrada?




































Eu encaro o cinema tanto como arte como entretenimento. Um filme é ótimo para te tirar do universo real e te levar a um universo repleto de aventuras. É ótimo para rir, chorar, se assustar e etc.
Mas também, nesse mercado que cresce a cada dia, existem muitos filmes que além de proporcionar lazer, também tratam de temas reflexivos. Filmes que criticam a sociedade em que vivemos, o comportamento dos seres humanos e também filmes que tem uma lição moral.
Isso eu acho bacana nos filmes, além de você se entreter, você também aprende.
Sobre a Indústria cinematográfica, muitas pessoas investem seu dinheiro em filmes cheios de efeitos especiais, mas que normalmente não tem uma boa história e nem mesmo boas atuações. O que é um erro, assim ele só perde dinheiro, eu acho que para a pessoa ganhar dinheiro com cinema, ela tem que levar em conta esses 3 dados citados no post.
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na india e arte no usa e industria
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