Menos Cidadania na Parada Gay
Promovida desde 1999 por uma organização da sociedade civil, a cada ano a Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT, ao menos até o fechamento desta edição) se vê em meio a acusações de que é menos séria do que anuncia ser. A mais recorrente delas desprestigia o caráter festivo do evento, que se sobressairia em detrimento de sua autoproclamada função social: a defesa da diversidade sexual e da isonomia de direitos. Pois eis que, esse ano, a organização do evento, o maior dessa natureza, decidiu sobrepor o grito de protesto ao som da música eletrônica oca. E isso não é só uma metáfora: pela primeira vez, os tradicionais trios de boates não participaram da Parada. Os empresários não toparam o aumento dos custos imposto pela organização, e os benefícios ofertados por sindicatos e associações deram vez aos trios elétricos engajados.

Os sintomas dessa carência puderam ser observados já na coletiva de imprensa (mal) organizada pela Associação do Orgulho GLBT na manhã do domingo da Parada. Após quase uma hora de atraso e mais alguns longos minutos de exibição de vídeos institucionais do Ministério do Turismo, complementados por discursos igualmente institucionais das mais diversas instâncias do poder público, as dezenas de jornalistas presentes foram impedidos de fazer seus questionamentos livremente. As perguntas foram reunidas em bilhetes entregues à assessoria de imprensa, que descartou a grande maioria por julgar que não dizia respeito ao objetivo da coletiva. Assim, em vez de ouvir da boca do governador de São Paulo, José Serra, ou do prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, sobre políticas públicas voltadas às temáticas abordadas pela Parada, a imprensa perdeu mais alguns minutos recebendo informes institucionais que poderiam constar no release – até que o assessor de imprensa os interrompesse porque, nas palavras dele, 3,5 milhões de pessoas estavam lá fora esperando pelo início da manifestação. As outras dezenas de milhões que acompanhariam a repercussão do evento através da imprensa não pareciam importar.

Confira:
Texto escrito por Diego Freire.





































A Parada do orgulho ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVXYZ (pq todo ano eles mudam a porra da sigla pq nem mais o que defender!) é uma grande manifestação carnavalesca! Não me impressionaria muito se em breve contássemos com a participação de Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Asa de Águia e outras bandas do momento.
O interessante é perguntar aos 3,5 milhões de “manifestantes” o motivo do evento, porque ele participa e qual o seu objetivo ali. Tenho até medo das estatísticas… Por essas e outras que em tempos de paradas do orgulho gay eu bato no peito e assumo minha heterossexualidade!
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Eu sou Bissexual… mas concordo com o que o moço a baixo disse.. (e falo bonito…) Acho uma papagaiada essa parada… Tah mais pra Carnaval 2º turno, do que parada Gay sem sentido e o que defender.
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